A Work Car apoia o Novembro Azul. Saiba mais sobre esta campanha.


O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens — um em cada 35 deles morre por causa da doença. Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), só neste ano, mais de 61 mil novos casos foram descobertos.


No Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata, lembrado nesta quinta-feira (17), o coordenador da campanha Novembro Azul da Sociedade Brasileira de Urologia, Geraldo Faria, explicou que a letalidade da doença só é alta porque a maioria dos homens ainda tem muito preconceito em relação ao exame de toque.


— O câncer de próstata, na maior parte das vezes, só é letal se o paciente descobrir a doença já em estágio avançado, uma vez que, 90% dos casos descobertos no início são curados. Se os homens fizessem o exame de toque anualmente, as chances de tratar — e curar — o problema seriam muito maiores.


Se identificada ainda em fase inicial, os tratamentos mais comuns para a doença são sessões de radioterapia — que têm o intuito de destruir as células cancerosas que ficam dentro da glândula. Há também a opção cirúrgica, que é a remoção da próstata, e os casos para os quais o tratamento é apenas observar e controlar, explicou o especialista.


— Quando a doença aparece com pouca representatividade, ou seja, é pouco perceptível na glândula, o paciente é colocado sob observação. A periodicidade dos exames se torna menor, ele deve voltar ao consultório no mínimo a cada seis meses para que a evolução da doença possa ser acompanhada.


De acordo com Faria, a remoção da próstata pode trazer consequências para a vida do paciente: em média 40% dos homens que passam pela cirurgia perdem a capacidade de ereção. No entanto, a maioria deles volta a ter a sensibilidade após um tempo.


Quase metade dos homens com câncer avançado de próstata desconhecem ter a doença


— Dependendo do grau de impotência sexual, há tratamentos que podem ajudar o homem a voltar a ter ereções. Se a disfunção erétil não for tão grave, medicamentos orais, como o viagra, resolvem o problema. Em casos um pouco mais densos, o homem pode optar pela injeção, aplicada no pênis no momento da relação sexual. Agora, se nenhum dos métodos funcionar, os médicos recomendam a prótese peniana.




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